Estudo avalia desempenho da polícia francesa em elucidação de crimes
Do Blog do Delegado, com informações do jornal francês Le Figaro
Recente estudo publicado pelo jornal francês Le Figaro (12.05) demonstra que o esclarecimento de crimes, mesmo em um país europeu como a França, com baixas taxas de criminalidade, se comparadas aos índices criminais brasileiros, é um desafio constante para as autoridades policiais.
O Observatório Nacional da Delinquência (OND), da França, presidido por Alain Bauer, fez um estudo detalhado da atuação da polícia em investigações criminais (abrangendo o período compreendido entre os anos de 2003 e 2008) e chegou a conclusões que indicaram os pontos fortes e fracos da polícia francesa na persecução criminal.
Segundo números publicados pelo Le Figaro, a polícia francesa esclarece em média 330.000 casos de crimes contra o patrimônio por ano no país (furtos, roubos, danos, entre outros). Os números, que à primeira vista podem parecer elevados, significam um taxa de esclarecimento que, em cinco anos, passou de apenas 11,5% para 14, 9% do total de infrações penais praticadas.
O aumento na taxa de elucidação de crimes no período também não se deve a uma melhor atuação policial nas investigações, mas ao declínio anual do número de delitos patrimoniais, que tem como fatores preponderantes, segundo o sociológo francês, Sebastian Roche, o aumento de investimentos da população em segurança privada (instalação de alarmes e equipamentos de segurança) e a menor comunicação de crimes à polícia, em razão de indenizações que os cidadãos franceses recebem de seguradoras em casos de sinistros, o que desestimula o registro de ocorrências.
Os números da Polícia Francesa melhoram, no entanto, nos crimes mais graves, com um índice de esclarecimento de 77% das agressões e 88% dos homicídios (incluídos porém os casos de violência familiar, onde o autor é conhecido da vítima ou de seus parentes).
Ainda segundo o estudo, um terço dos suspeitos de crimes praticados no país são dependentes químicos ou imigrantes ilegais.
Leia – aqui – a matéria original sobre o estudo franc
O Observatório Nacional da Delinquência (OND), da França, presidido por Alain Bauer, fez um estudo detalhado da atuação da polícia em investigações criminais (abrangendo o período compreendido entre os anos de 2003 e 2008) e chegou a conclusões que indicaram os pontos fortes e fracos da polícia francesa na persecução criminal.
Segundo números publicados pelo Le Figaro, a polícia francesa esclarece em média 330.000 casos de crimes contra o patrimônio por ano no país (furtos, roubos, danos, entre outros). Os números, que à primeira vista podem parecer elevados, significam um taxa de esclarecimento que, em cinco anos, passou de apenas 11,5% para 14, 9% do total de infrações penais praticadas.
O aumento na taxa de elucidação de crimes no período também não se deve a uma melhor atuação policial nas investigações, mas ao declínio anual do número de delitos patrimoniais, que tem como fatores preponderantes, segundo o sociológo francês, Sebastian Roche, o aumento de investimentos da população em segurança privada (instalação de alarmes e equipamentos de segurança) e a menor comunicação de crimes à polícia, em razão de indenizações que os cidadãos franceses recebem de seguradoras em casos de sinistros, o que desestimula o registro de ocorrências.
Os números da Polícia Francesa melhoram, no entanto, nos crimes mais graves, com um índice de esclarecimento de 77% das agressões e 88% dos homicídios (incluídos porém os casos de violência familiar, onde o autor é conhecido da vítima ou de seus parentes).
Ainda segundo o estudo, um terço dos suspeitos de crimes praticados no país são dependentes químicos ou imigrantes ilegais.
Leia – aqui – a matéria original sobre o estudo franc
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